Compositor: Damon Albarn, Black Thought, Anoushka Shankar
Eu te dei amor para preencher a velha glória
Eu te dei sonhos, você escreveu a história
Eu te dei velas brancas para alcançar o Sol
Eu te dei átomos, você construiu uma bomba
Agora não há mais nada e eu me afastei
Não há mais montanhas, não há mais canção
Não há mais orações enviadas ao espaço
Só restam telas para ver o seu rosto
É, eu consegui a informação através do tinteiro
Você se sai bem quando pensa bem
E as pessoas têm mais chances de tentar te infernizar quando você faz um inferno
Não precisa começar bem, mas fica tudo bem se terminar bem
E então, bem, um homem ainda tem que ter boa intenção e desejar o bem, mesmo no inferno
Você estava namorando o amigo de um amigo da miséria, garota
A proteção caiu
E a luz rompeu a casca dura de um incel
Preso dentro de uma estátua
Um vinil arranhado em um quarto dos fundos
Se acumulando no vácuo
E ruminando no banheiro
Só uma ilustração em uma tatuagem
De uma Lua de sangue, uma Lua azul escuro
Mesmo se me deixarem entrar no paraíso, eu provavelmente vou voltar logo
Pique Drácula, Nosferatu, uh-la-la, Sasson
Os Miseráveis, um pequeno aceno pra você e eu te pego
O tipo de coisa que se coloca na trilha sonora de um filme
Não posso dizer que não é factual
O mestre permaneceu natural
Essa deve ser a resposta quando te perguntarem
Qual é a minha vantagem
O paraíso que foi entregue a você
Como um par de dados
E eu estou vivendo com terabytes desinibidos e ilimitados de—
Eu te dei céus azuis, doce falácia
Eu te dei papoulas para as doenças
Eu te dei glóbulos brancos, você os transformou em armas
Eu te dei guirlandas, você fechou os olhos
No paraíso (o Deus triste, o Deus triste)
La-la-la, la-la-la, la-la-la
Eu te dei céus azuis
La-la-la, la-la-la
Eu te dei minha vida
O Deus triste, o Deus triste
No paraíso
La-la-la, la-la-la, o Deus triste
La-la-la, la-la-la, o Deus triste
La-la-la, la-la-la, o Deus triste
O Deus triste, o Deus triste